Nessas férias, durante a viagem e as festas, Jack e eu chegamos a algumas concusões sobre cerveja para o calor, porque assim, Hoegaarden é deliciosa, refrescante e a melhor opção para um dia com sensação térmica na casa dos 30°C, mas nem todo mundo tem grana pra bancar uma festa ou viagem refrescada à base dessa delícia. Então nós escolhemos cervejas gostosas que não pesam no orçamento (R$ 2,00) e são fáceis de serem encontradas, perfeitas para o verão.
Como temos preferência por cervejas mais amargas, mesmo no calor, pode ser que algumas pessoas não se identifiquem com nossas escolhas.
Praia
Pra onde a gente foi, em qualquer quiosque de praia, que não eram muitos, não se encontrava uma cerveja por menos de R$ 3,00 a latinha, e as opções eram Skol ou Itaipava, Brahma muito raramente. Em lugares mais distantes a lata chegava a custar R$ 5,00. NOT!
Por prezar por minha dignidade eu não tomo Skol. Não é frescura, não, juro que se estiver numa festa e só tiver Skol e o calor for terrível eu tomo uma latinha, mas a capacidade de me causar desidratação dessa cerveja é assustadora. Depois da segunda lata eu não saio mais do banheiro, a quantidade de urina eliminada é totalmente discrepante da quantidade de uri… cerveja ingerida. Por mais que não seja uma cerveja forte, se eu tomo várias numa noite a ressaca no dia seguinte, causada pela desidratação é péssima. E na praia a última coisa que uma pessoa quer é ficar indo ao banheiro. Ainda mais quando não está com vontade de ficar no mar.
Itaipava é a cerveja que sempre tem em festas de família, churrascão e tal, eu não torço o nariz. Não é uma cerveja gostosa mas não me causa males intensos. É levinha, refresca, mas não é saborosa. Acaba ocupando o patamar de refrigerante, porque o teor alcoólico também não é nada devastador. Bebo, mas não me comove.
A Brahma sempre foi minha cerveja preferida em tempos de boteco da faculdade. Porque Original e Bohemia (as populares tidas como melhores) eram coisa de tiozão e eu nunca tinha dinheiro pra nada. Como Skol estava descartada, ia Brahma às garrafadas. Eu ficava bêbada e adorava, mas depois que você toma uma cerveja digna, Brahma é o fogo do inferno. Hoje em dia em rodas de boteco normal com o pessoal, entre as três eu peço Brahma. Meu problema com ela é o sabor. Tem um não sei o que nessa cerveja que me “empapuça” depois do terceiro copo. Não dá mais vontade de beber, dá aquele enjoô semelhante ao de quando se toma dipirona. O sabor estranho não desgruda e a língua fica seca. Como eu gosto de estar bebendo, tanto quanto gosto dos efeitos do álcool, acamo ficando frustrada.
Nossa idéia foi passar em um mercado e abastecer nossas fofas e delicadas bolsinhas térmicas com long necks de Kaiser Gold e Heineken. Só da cerveja vir em garrafa já ganha pontos comigo, não gosto muito de latas não.
Para o calor da praia e o refrescor necessário, preferimos a Heineken, que além de ter um amargor gostoso, é levinha e tem uma garrafa que combina com o mar! Uma cerveja que eu adoro e também poderia cair bem é a Stella Atois (coincidência!? rs), mas que foi descartada pelo preço.
Festa
Natal, Reveillon, Happy Hour, amigo-secreto de empresa, reunião de amigos no final de ano sempre tem cerveja e pela quantidade de pessoas envolvidas até dá pra ser extravagante na escolha mas para grupos acima de seis pessoas, que bebem bastante como nós, o ideal são as mais baratinhas.
Quando a festa é em casa, a gente compra (ou leva quando é convidado) long necks de Kaiser Gold ou Brahma Extra. Ou ainda latas de Bavaria Premium, que não acho tão gostosa quanto à primeira mas é uma boa opção barata. O bacana dessas cervejas é que acompanham uma refeição numa boa, não chegam a harmonizar mas não estufam e nem lavam o sabor da comida.

Nunca provei Dos Equis, mas adoro essa foto!