Carol, Carol, Carol, Carol…

Sábado o boteco foi transferido para a casa de um recém-amigo. Fui com o F., que é amigo de longa data do anfitrião e lá tinha mais algumas pessoas.
Em dado momento alguém colocou o DVD do Seu Jorge e Ana Carolina. Eu sempre tive bode deste show. Não sei se pelo abuso do “Eu não vou parar de te olhar…”, que inclusive na versão original é trilha de um dos meus filmes preferidos, mas a questão é que nunca gostei dessa parceria, no entanto nunca tinha assistido ao DVD.
Sempre gostei do Seu Jorge. Não acho o cara bonito nem um pitéu da melhor qualidade, mas por algum motivo desconhecido tenho uma atração absurda por ele. Além de gostar muito da sua música. Sobre a Ana Carolina, eu sempre tive pouco o que falar. Escutei bastante sua música um tempo e gosto mas peguei abuso da proclamação de sua sexualidade pela mídia. Acho bonita, tem uma voz gostosa mas nada além. Isso até sábado…
Meu pitéu revoltado com a babação feminina em cima do Seu Jorge pedia pro anfitrião tirar aquela “pouca vergonha” e colocar um DVD decente. As meninas comentavam sobre o abuso que também tinham, mas não da exploração da mídia, mas da própria Ana Carolina, e chegaram a comparar com a Cássia Eller, que segundo elas era sapata assumida mas que não agredia, embora tivesse um visual e uma postura agressivos. “Já a Ana… Ai, dá até embrulho…” soltou a mais desagradável das presentes.
A partir daí, fitei na tela e tentei procurar de onde ela tirava o tal “embrulho”. Quando no meio da canção “Carolina” a cantora dispara um sorriso e um olhar pro Seu Jorge que arrepiaria até os pelinhos mais secretos. Considerando o teor alcoólico do meu sangue no momento e todas as demais circunstâncias, eu fiquei toda torta e senti sim o tal embrulho. Nessa hora virei pro pitéu, que estava do outro lado da sala e soltei um: “Eu daria pra ela fácil.” só mexendo os lábios, se som. Acho que ele não entendeu, e pode ter pensado que me referi ao Seu Jorge que já teve seu momento de bajulação por mim na noite.
A questão é que eu não consegui mais parar de olhar pra ela mesmo. E mesmo que a música tanto me irritasse e desgostasse, eu ouviria aquela música a noite toda, ali, olhando pra Ana Carolina e meu adorado Seu Jorge passaria totalmente pra um 4° ou 5° plano. Feminina, sensual, envolvente. Nunca me senti atraída dessa forma por uma mulher até porque, quando o assunto são minhas preferências sexuais, dispenso sapatas. A maioria das que eu conheço, por mais menininhas que sejam tem uma agressividade, uma coisa de querer ser macho, em algum momento. Quando beijo mulher é porque gosto de mulher, acho mulher uma coisa linda. E a Ana estava MUITO mulher, muito linda, muito gostosa… Trocasse aquela roupa, que por favor, né… mas enfim, tirando esse detalhe ela estaria perfeita! Mesmo gordinha daquele jeito… (adoro magrelas. Eu por exemplo, sou uma magrela ossuda, apesar dos quadris largos).
Não passou 15 minutos e meu pitéu consegui fazer que tirassem o DVD e eu voltei à Terra.

~ por Stella em Outubro 22, 2007.

Uma resposta to “Carol, Carol, Carol, Carol…”

  1. Achei tudo seu texto!
    e ká entre nós concordo q a ANA é irresistível !
    Ela deixa qualquer hétero em dúvida né?!
    hauahuahauhau

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