Um post que nada tem a ver com comida
Ontem tive vontade de comer acarajé. Foi um pouco antes de dizer que queria cozinhar pra você. Acho que, no fim das contas, foi o acarajé que me deu vontade de cozinhar. Era um acarajé bonito, embora a reportagem dizia sobre os riscos de comer na rua. Riscos que eu geralmente não corro, você sabe. Porque eu sou bem fresca e mesmo que aquelas baianas tivessem a mão benzida e o acarajé cheirasse a quilômetros, eu ficaria com nojo. Mas ontem eu não tive nojo, ontem eu tive vontade. Saliva acumulando na boca, podia sentir o cheiro através da tevê.
Sou mais de nojos que de vontades, percebo agora. Mas meu nojo tem nome. Medo. Medo de diarréia, infecção, intoxicação alimentar, doença, gorduras trans. Medo de não manter o controle. E nessas que eu percebo que controle é o caralho, uma vez que eu não tenho controle do medo.
Queria ter mais vontades, por mais que desafiassem os meus medos. Queria comer mais acarajés, hot-dogs, churrascos gregos. Queria ter mais saliva e imaginar mais cheiros. Ter tesão de verdade. E mandar aos infernos esse papo de gordura trans, vida saudável. Esse blá blá blá todo que só faz ter medo de prazer e boicota os sentidos. Pauta-coringa de Globo Repórter.
Pensando bem, não vou mais cozinhar pra você. Vamos procurar uma barraquinha de baianas? Tô louca por um acarajé.

Presta atenção apenas se o dendê tá clarinho e se o tabuleiro, baianas não tem barraquinhas tem tabuleiros ehehe, está limpo e organizado rs Acarajé é tudo de bom!