Minha lista de presentes
Estava evitando falar sobre o tema inevitável da semana: O Dia dos Namorados, mas acho que não dá mais pra protelar.
É uma data que não me traz sorte, não que eu colecione muitas, apenas uns 7 anos que ela me atinge de alguma forma, nem que seja comercialmente, quando comecei a pensar em namoricos, me apaixonar e comprar presentes. Nesses sete anos, o décimo segundo dia do mês de junho sempre me trouxe frustrações, quando não, mágoas.
Este ano não foi diferente. Na semana mais romântica do ano – segundo o calendário dos nossos Shoppings Centers, tive a infelicidade de comprovar o que há muito suspeitava: a mulher mais querida da minha vida é casada com um homem que há muito não é mais seu namorado. Ele esqueceu-se de como era e com o tempo acostumou-se a ser um homem egoísta, mimado e insensível.
Fiquei bem triste com este fato, porque gostava bastante do maridão da mamãe. Tenho ótimas lembranças nossas e deles também, no tempo eu ainda os surpreendia trocando afetos e gritava: “Papai e mamãe tão beijando!”, fazendo todo mundo cair na risada!
Para o meu dia dos namorados deste ano eu desejo uma ótima memória, para que nunca esqueça de como são gostosas as roçadas da barba do Jack, os selinhos durante o semáforo fechado, os presentinhos que compramos no dia-a-dia, os churros que comemos juntos nas noites frias durante à semana, de me arrumar contando os minutos para encontrar com ele, de como é legal quando ele liga só pra saber se eu cheguei e manda mensagem pra avisar que também já chegou.
De como eu me sinto o máximo quando ando de mãos dadas com ele na rua.

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