Sobre empregos, tecnologia e descontração
Eu trabalho numa sala cheia de homens (leia-se moleques) e sou a única mulher da sala. Sempre tive facilidade em ser amiga de rapazes, aqui tem dois caras com quem eu mantenho uma “amizade” e um deles é gay. A paisagem que eu vejo o dia inteiro é meu monitor, a janela e a parede que tem após o corredor além da janela. Nada empolgante, nada divertido. Embora eu goste bastante do que eu faço, nem sempre é muito divertido passar pelo menos oito horas sob estas condições.
O Jack tem um emprego nada divertido, tem que aguentar algumas pessoas bem estúpidas e burras às vezes, mas a grande vantagem é que ele tem quase que total controle do tempo dele, trabalha quando quer (teoricamente) e pode sair na rua, tirar cochilo depois do almoço, assistir futebol à tarde, tomar cerveja no Bar Anhanguera em plena terça-feira com o sol a pino…
Ontem, enquanto eu estava aqui, com essa bela (cof) e deslumbrante (cof cof) paisagem à minha frente, completamente bodeada por estar sem trabalho e extremamente irritada com a chuva que se formava justo perto do horário que eu ia sair, meu telefone apita, indicando que eu tinha recebido um fototorpedo. Meu celular é desses bem simples, só dá pra telefonar, mandar/receber torpedos e acessar (naquelas) à internet. Nem tem câmera, mp3, nada disso. Tem agenda, calculadora, calendário, despertador e olhe lá. Quando recebo fototorpedo, tenho que entrar no site da operadora e digitar meu número e o código que vem no sms para conseguir visualizar a imagem.
Nas andanças que o trabalho do Jack proporciona, ele sempre fotografa paisagens mais belas que a que eu tneho aqui pra me alegrar. Ontem não poderia ser diferente. Quando o fototorpedo carregou na tela do computador eu fiquei passada, nem sabia o que fazer, mal consegui dar Alt+Tab. Era uma foto da pica delícia do Jack. Linda! (sim, tem picas e picas, mas a do Jack é a mais linda de todas que eu já vi. Bonita mesmo! Hmmmm…)
Mal consegui minimizar a tela e o telefone toca, saí pra atender, era o Jack, rindo gostoso perguntando se eu tinha recebido a foto. Contou que tava parado na Marginal, um puta trânsito e resolveu fazer uma graça: pôs o pau pra fora (da calça, não do carro, rs) e tirou uma foto, pra descontrair nossa tarde um pouco.
Ai… e que descontração…

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