Uma Dama… Indignada
Pesquisando neste exato momento um bar legal para ir hoje à noite, percebo que a maioria das resenhas dos bares tem a combinação de palavras-chave perfeitas para me afastar deles:
pop rock + público jovem e descontraído + clima de paquera + gente bonita e animada + MPB ao vivo + choppinho gelado + azaração + badalação + casa cheia
Tenho CERTEZA que os jornalistas safados que fazem essas matérias se baseiam em informações prestadas pelos donos dos estabelecimentos e jogam todos os dados no Super Gerador Aleatório de Resenhas de Bares 92. Um dos motivos pelos quais eu quis fazer esse blog, porque além de não ganhar jabá nenhum eu posso falar mal quando achar algo péssimo.
A programação noturna desta cidade cada vez mais me entristece.
Recebi uma newsletter de um bar/balada que já frequentei bastante pela música bacana que tocava e antes cobrava R$ 20,00 consumíveis para os homens e nada para as mulheres, hoje mudaram o valor consumível da entrada por “e ganhe 3 cervejas”, sem contar que os djs da casa pararam no tempo e tem coragem de tocar toda noite as mesmas coisas. E se não me engano lá só tem Miller e Skol.
Talvez esteja tudo mais caro pra eles também, mas me indigna pagar R$ 6,00 numa lata de Brahma num estabelecimento minúsculo, já tendo pago o valor da entrada e do qual eu saio no máximo duas horas depois, tanto pela fumaça absurda de cigarro que se forma me impedindo de conseguir abrir os olhos quanto pela quantidade de pessoas que não permite a locomoção, que dirá a utilização dos banheiros.
As festas se repetem e a falta criatividade predomina. Insistem em tocar os mesmo hits Disco em umas festas, as mesmas baladinhas maçantes em outras e as famigeradas musiquinhas de palmas e assobios já deram o que tinham que dar. Me parece que os djs vão a uma aula semestral promovido por alguma rádio tosca ou pela MTV, tanto faz, recebem um pen drive com a set (a mesma para todos) e tem a cara-de-pau de tocar meses a fio. Isso quando não contratam uma banda fuleira pra tocar algum cover ou algum estupro musical de autoria própria.
Me recuso a pagar R$ 15,00 – quando barato - para entrar num lugar cheio de gente que não tem nada a ver comigo, pagar caro pra beber lá dentro, ouvir músicas saturadas, passar aperto com meu xixi e ficar zonza de tanta fumaça inalada. Senhores promoters, djs, donos de estabelecimentos e investidores do mercado de entretenimento noturno, ouçam meu apelo: NÃO DÁ MAIS, FAÇAM ALGUMA COISA, POR FAVOR. Obrigada.
Pra completar minha total frustração, meu ídolo salvador do bom gosto musical e dj preferido nesse deserto paulistano toca às quarta-feiras, na festa mais barata da noite e eu não posso ir, porque quinta-feira é meu dia mais cheio no trabalho e uma noite mal dormida não cabe. Acho que inventarei uma diarréia para meu chefe qualquer dia desses…
*Sei que muita gente não está nem aí pra música diferente, legal e interessante, nem em gastar menos pra se divertir. Com isso, muita gente enriquece e continua fazendo as mesmas coisas sempre.
~ por Stella em Outubro 17, 2008.
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Tags: balada, bares, casa noturna, diversão, entretenimento, noite, são paulo

“Um dos motivos pelos quais eu quis fazer esse blog, porque além de não ganhar jabá nenhum eu posso falar mal quando achar algo péssimo.”
Com base nisto, seria interessante você dar nome aos bois que escreve. Escrever sem citar nomes até os jornalistas comedores de jaba podem fazer
**Stella diz: eu dou nomes aos meus bois se isto me convir. Não tenho interesse nenhum em colocar aqui o nome de todos os lugares que frequento. E ao contrário do que vc diz, comedores de jabá que adoram nomes. ra.
[...] numa lager no Carrefour? Não teve mais FrangÓ nem Anhanguera (salvo em uma deliciosa exceção). As noites urbanas que há tanto nos chateava (de serem chatas mesmo) ganharam o motivo que faltava para sumirem de vez das nossas opções de [...]
A tal da crise « Uma Dama no Boteco disse isso em Fevereiro 25, 2009 às 11:09 pm |